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15.2.07

Muito prazer



Prazer. Na verdade é isso que nos move. O verdadeiro destino do homem é sentir prazer e a sua grande saga é superar, minimizar, driblar o não-prazer. Mesmo a tal felicidade, tão buscada, somente se justifica pelo prazer que proporciona.
Essas reflexões me remetem à questão do trabalho. É muito triste trabalhar sem prazer, movido apenas pelo dinheiro.
Estou convencido de que a verdadeira medida da minha remuneração é o prazer que aquele trabalho em questão, a ser realizado, me proporciona. Já fiz até de graça coisas pelas quais me senti plenamente gratificado. Já fui "bem pago" para fazer coisas que deixaram em mim apenas a sensação de haver me livrado de algo desagradável.
O prazer advindo da atividade profissional é sutil e complexo, quase indefinível. Mas todos nós sabemos quando ele está ou não presente.

4.2.07

Posse da nova diretoria da ABRH-BA



Durante 4 anos fiz parte da Diretoria Executiva da ABRH-BA, sob a presidência de Carlos Pessoa dos Santos, grande amigo e um dos proffionais mais respeitados do Brasil na área de negociação. Na última sexta-feira, 26/1, tomou posse a nova diretoria, sob a Presidência Executiva de Maria Sampaio, a quem desejo boa sorte e grandes realizações, tendo como Presidente do Conselho Deliberativo meu grande amigo, irmão e parceiro Antônio Luiz Amorim. Eu continuarei colaborando com a entidade, desta vez como membro do Conselho Fiscal.

Na foto, eu e Antônio Luiz Amorim na festa da posse. O paletó desalinhado fica por conta dos uísques.


18.1.07

Sobrou pra mim

Acabo de descobrir que sou sócio, juntamente com meu irmão, de uma agência de propaganda. Não se trata da agência que eu tive de verdade, mas de uma outra, da qual jamais ouvi falar. Pior: sou sócio majoritário e responsável pela "empresa" junto à Receita Federal.

Traduzindo: alguém com acesso a nossos documentos criou uma empresa fantasma em nosso nome. Vem merda por aí. Sem querer dar uma de Poliana, já decedi que não vou esquentar minha cabeça com isso. Passei a bola para um advogado e ponto.

17.1.07

Túnel do tempo





Detalhes da fachada lateral da antiga Faculdade de Medicina da Bahia (UFBA), no Terreiro de Jesus, Pelourinho. Nesse prédio funcionou, originalmente, o Colégio da Companhia de Jesus e nele, já transformado em Hospital Real Militar da Bahia, instalou-se por Decisão Régia de 18 de fevereiro de 1808 a Escola de Cirurgia da Bahia, primeira escola médica do Brasil. Em 1816 se transformaria na Academia Médico-Cirúrgica da Bahia para tornar-se, em 1832, a Faculdade de Medicina da Bahia, em 1891 a Faculdade de Medicina e Farmácia da Bahia, e voltar a ser, em 1901, a Faculdade de Medicina da Bahia.

Além da sua enorme importância histórica e cultural, o lugar me é especialmente caro. Foi aí que meu pai se formou, em 1936. No início dos anos 1970, quando a Faculdade de Medicina foi transferida para o Campus do Canela, o prédio foi ocupado pela Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas e eu tive a sorte de estudar aí também. O interior do prédio é belíssimo, as salas de aula eram anfiteatros espetaculares.

O único "problema" é que o Terreiro de Jesus fica no Pelourinho e eu perdi a conta das vezes em que o horário de aulas era fielmente cumprido, por mim e mais um grupo de colegas, nos bares da região.

Fotos: minhas mesmo.

14.1.07

Que dureza



Eu não estou exatamente de férias. Com exceção das aulas, todas as minhas outras atividades continuam. Não posso viajar, pois alguns compromissos com clientes me prendem aqui. Mas viajar pra que, se eu moro num lugar para onde as pessoas viajam quando estão de férias?

Tem sobrado tempo para o ócio. Na primeira semana não consegui relaxar. Como todo workaholic, me senti culpado por estar ocioso, como se eu estivesse em débito com o mundo. Na segunda, desencanei.

Adquiri (putz! certas palavras existem para serem faladas, jamais escritas; adquiri é estranhaíssimo) dois novos vícios: comer Maxi Goiabinha da Bauducco e assistir seriados na TV. Sobre este último, pretendo escrever alguma coisa em breve.

Viva a vagabundagem! Se a sabedoria popular for mesmo sabida, é até possível que eu ganhe mais dinheiro assim.


8.1.07

Eu e meus outros eus

No ano passado fui entrevistado pelo site G é h acerca de um tema que raramente abordo aqui. Reencontrei a página por acaso, quando fazia uma pesquisa no Google sobre a fotógrafa Irina Ionesco. Como a entrevista está nos arquivos do site, decidi transcrevê-la aqui, para que vocês me conheçam um pouco mais.

Géh - Perfil pessoal: Quem é Jozé de Abreu? Há quanto tempo está no ramo da fotografia? Pode falar sobre sua trajetória?

Jozé de Abreu: Poxa, se você me disser quem sou eu, ficarei eternamente agradecido. Pergunta difícil, moça. Sou ator de muitos papéis, malabarista por necessidade, gozador por opção, cheio de dúvidas e dívidas, como todo brasileiro que já passou dos 50. Tenho mulher, filhos, uma casa e muitos livros. Sou um privilegiado!

A fotografia entrou muito cedo em minha vida. Meu avô tinha uma coleção de daguerreótipos e cartões-postais franceses do início do século passado, com belas mulheres nuas. Eu era menino ainda e ele me mostrava às escondidas. Deve ter vindo daí meu interesse pela fotografia erótica. Mas só comecei a fotografar aos 25 anos, quando comprei minha primeira câmera.

Tem uma coisa que faço questão de deixar claro: não sou fotógrafo profissional. Raramente ganho dinheiro com minhas fotos.

Géh - Erotismo nos meios de comunicação: Fala-se muito sobre uma erotização crescente da exibição do corpo feminino por parte dos meios de comunicação brasileiros. Você concorda com essa visão? Em caso positivo, a que você atribui esse fenômeno? Em caso negativo, o que você diria sobre esse assunto?

Jozé de Abreu: Existe, sim, mas o fenômeno não é novo nem se restringe ao Brasil. Erotismo vende e a lógica da mídia ocidental é, obviamente, capitalista. Há mais de 30 anos, as Chacretes já faziam as delícias dos marmanjos rebolando aquelas bundas imensas na TV, em pleno sábado à tarde. Acho que às vezes rola um certo exagero na TV aberta, mas os códigos de auto-regulamentação são eficientes e terminam ajustando as coisas. Na verdade, não acho que essa seja uma questão muito importante. Pior, bem pior, é a banalização do mal, da violência. Prefiro ter filhos erotizados do que ter filhos bandidos.

Géh - Fronteiras entre erotismo e pornografia: A discussão sobre os limites entre "erotismo" e "pornografia" é um tema recorrente. Um exemplo é o de uma campanha humorística na web que exibia um banner com os dizeres "Abaixo as fotos sensuais! Quero ver mulher pelada". Como diferenciar o que é o "nu artístico", a "fotografia erótica" e a "fotografia pornográfica"? Como fotógrafo, qual a sua opinião sobre o limite entre arte e pornografia?

Jozé de Abreu: Essa é uma discussão estéril. A fronteira entre o erótico e o pornográfico é difusa, subjetiva e pessoal. Muda de acordo com a época, com a cultura. Durante a ditadura, era proibido mostrar os mamilos e os pelos pubianos. As modelos que saiam na Playboy não tinham pentelhos nem mamilos, pareciam umas "Barbies". Hoje a Playboy é lida até em sala de espera de dentista e ninguém engasga com os pentelhos.

Acho a expressão "nu artístico" muito pedante. Qual seria o oposto do nu artístico? "Artístico" aí é usado como sinônimo de bom gosto e, nós sabemos, o bom gosto é socialmente determinado. Nem toda nudez tem apelo sexual. Por exemplo, as fotos do Spencer Tunik, aquele que fotografa um monte de gente nua amontoada nas ruas, não são eróticas, nem pornográficas. São políticas.

Mas, vamos lá! Do ponto de vista de quem consome: Pornográfica é a foto que você não se sente à vontade de admirar junto com seus pais ou com seus filhos. Do ponto de vista de quem produz: a foto é pornográfica quando tem a intenção de provocar excitação sexual. Pelo menos, essa é a distinção que me ocorre no momento.

Géh - Pornografia e Internet: Recentemente, a Internet deu novo fôlego à indústria pornográfica, que fatura hoje pelo menos vinte vezes mais do que nas décadas de 1980 e de 1990. Agora se pode ter acesso a imagens e vídeos de sexo com um simples clique do mouse. A que você atribui esta incrível demanda?

Jozé de Abreu: De certo modo, a Internet democratizou o acesso a esse tipo de material. E as páginas com conteúdo sexual são realmente as campeãs de acesso. Acho que isso se deve a vários fatores. A maioria dos internautas é jovens, esse é o primeiro ponto. Outro aspecto importante é que a Internet permite que as pessoas acessem esse tipo de material sem se exporem, sem ter que ir à banca de revista ou à locadora de vídeo.

Géh - Masturbação: Percebe-se na mídia a crescente busca por imagens do corpo nu erotizado, atividades sexuais, com finalidade primariamente masturbatória. Na sua opinião o público masculino ainda é o maior consumidor neste mercado?

Jozé de Abreu: O público masculino ainda é maioria, mas isso vem mudando. É cada dia maior o número de mulheres que consomem material pornográfico. As estatísticas dos sites pagos mostram isso claramente. O número de assinantes do sexo feminino vem aumentando consistentemente.

Géh - Influência social da pornografia: Existem opiniões contraditórias sobre a pornografia em geral. Alguns sugerem que há uma relação entre pornografia e estupro, e outras formas de violência. Já a escritora Wendy McElroy afirma que: "Ela estimula fantasias sexuais. Ensina a pessoa a ter prazer no sexo". Para outros, a pornografia incentiva a tratar o sexo com franqueza. "A pornografia beneficia as mulheres", diz a escritora. Qual a sua visão sobre a influência social da pornografia?

Jozé de Abreu: Concordo com a Wendy. A pornografia é necessária e desejável. Ela confronta as pessoas com suas próprias fantasias, faz com que o homem ou mulher constate que não está sozinho em suas esquisitices, que existem outras pessoas que compartilham os mesmos gostos e interesses. A pornografia tem um lado educativo também. Mas é preciso ter em mente que os filmes pornográficos são ficção. Quem assiste ao Homem Aranha não sai por aí tentando saltar entre os edifícios. Do mesmo modo, quem assiste filme pornô não deve tomar o desempenho dos atores e atrizes como referência para seu próprio desempenho.

Géh - Vício Pornográfico: Nem todo mundo que vê pornografia ficará viciado. Alguns, talvez, apenas ficarão com algumas idéias distorcidas sobre mulher, sexo, casamento e crianças. Porém, outros terão algum tipo de abertura emocional que permitirá que o vício tome lugar. A pornografia pode distorcer o conceito que a pessoa tem sobre o sexo oposto?

Jozé de Abreu: Claro que pode. Toda mídia tem essa capacidade de distorcer conceitos e percepções. Portanto, não é só a pornografia que pode levar a uma visão distorcida do outro. Os programas de auditório, por exemplo, fazem isso de forma muito mais eficiente.

Géh - A Estética do belo: Na sua opinião, como apreciador da fotografia, gostaria que abordasse a "estética do belo" na fotografia primeiramente:

- Num conceito geral sobre fotografia:

Jozé de Abreu: Os conceitos estéticos mudam com o tempo. O problema é que, hoje, essas mudanças se processam mais rapidamente. Alguns fotógrafos conseguem superar isso e fazer fotos atemporais, que são belas hoje e continuarão sendo daqui a 50, 100 anos. Acho que o segredo é não se deixar influenciar por padrões impostos, ter um olhar só seu, mas isso nem sempre é possível.
Quem fotografa para revistas, por exemplo, não tem como escapar à ditadura da estética imposta pela mídia. Fotógrafos como Helmut Newton, Robert Maplethorpe e Irina Ionesco são exceções. A Irina, por exemplo, disse certa vez o seguinte: "em fotografia, só o que é estranho me interessa".

- Na fotografia do corpo, fotografia sensual:

Jozé de Abreu: O corpo é sempre um desafio e é isso que me fascina: conseguir uma abordagem nova e surpreendente. Claro que a técnica conta. A luz, o equipamento, a produção cuidadosa. Mas isso não basta. Fundamental mesmo é o olhar.


Se a entrevista fosse realizada hoje, eu não mudaria uma vírgula.


6.1.07

Minhas fotos

Além de publicar minhas fotos no FlickR, coloquei no ar um site com um pequeno portfólio: http://www.jozedeabreu.psyki.com.

O portfólio será atualizado periodicamente, sempre que me der na telha.

Divulgue!

4.1.07

Mudo

Passei 2006 inteiro sorrindo para vocês. Agora, chega! Cansei daquela minha foto. Ao menos, por enquanto.

2.1.07

Projeto de vida?



Considere a possibilidade de mandar tudo pro espaço e viver vendendo côcos na praia de Vilas do Atlântico.

26.12.06

O círculo

Minha sogra, Nair Araújo, faleceu hoje. Estava com 93 anos, presa a uma cama depois de haver quebrado o fêmur duas vezes, e sofria do Mal de Alzheimer.

Nair foi muito presente em minha vida. Ajudou a criar meus filhos, morou conosco muitos anos e era muito querida.

Viveu o quanto tinha para viver e morreu naturalmente. Que Deus a tenha.

17.12.06

Domingueira



Sei que é um privilégio morar aqui. A praia é linda, quase deserta nos dias de semana. Aos domingos, se enche de gente bonita, as barracas (poucas, mas bem equipadas) funcionam a todo vapor e o calçadão vira uma passarela de candidatos a atletas.

Sei que muita gente daria o rabo para viver num lugar assim, enquanto eu fico trancado aqui, no meu home office (nome bonito, né?), inventando desculpas para não ir lá fora. Uma hora são as provas que tenho para corrigir, outra é aquele texto que preciso ler ou, ainda, aquele trabalho urgente que um cliente encomendou para amanhã.

Sei que você deve estar achando que sou doido, o que não é de todo uma inverdade, mas tenho minhas razões. Pra começar, na praia não tem ar condicionado e eu, definitivamente, não gosto de calor. Meu projeto de vida é ganhar o suficiente para, todos os anos, voar em outubro para o hemisfério norte e só retornar em março, quando o clima aqui se torna aceitável. Pra terminar, não estou a fim de sair mostrando por aí, de graça, este físico que cultivei com tanto esforço diante do computador. Entre o primeiro e o último motivo, coloque quaisquer outros que você conseguir imaginar, pois todos são válidos.

Sei que sempre que vou ao médico ele me receita longas caminhadas, com aquele ar de quem descobriu a fórmula da eterna juventude. Contudo, nunca vi nenhum médico andando por aí. E sei de mais uma coisa: se andar fizesse mesmo bem para a saúde todo carteiro seria imortal.


15.12.06

Nora



Esta menina linda é a futura mãe do meu neto (ou a mãe do meu futuro neto?). Estou louco para vê-la bem barrigudinha, pois acho que ela ficará ainda mais bonita.

4.12.06

Chupando manga



Nesta época do ano, as mangas começam a cair do pé, bem aqui no meu quintal. São super doces, apreciadas por todos, e tantas que sempre foi possível presentear os amigos com algumas. Mas desta vez eu conto com uma concorrente desleal. A Dolly tem chupado mais de 10 mangas por dia e ainda esconde algumas, donde se conclui que cachorro também pensa no futuro.


3.12.06

Avohai

A boa nova é que meu filho mais velho vai ser pai. Dizendo de outro modo: eu vou ser avô. Não um avô qualquer. Avô com A maiúsculo e brinco na orelha. A tatuagem no braço eu vou esperar para fazer junto com ele ou ela.

Sempre quis ter um neto antes de ficar velho, um neto para curtir e ver crescer.

Estou feliz, ou melhor, estamos todos muito felizes por isto.

Tin-tin!


11.11.06

Agora, ela só falta voar



Dolly, minha cachorra louca, tomou uma lata de RedBull que estava sobre a mesa da varanda. Se ela já é elétrica de cara limpa, imagine agora, com a cabeça cheia de cafeína. Será que ela vai criar asas?

1.11.06

News

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Esfriando a cabeça





18.10.06

Vivendo perigosamente



Um ladrão tentou invadir minha casa ontem à noite e só não conseguiu por causa da Dolly, esta bela que é uma fera. Após algumas horas de tensão, tudo terminou bem, com a prisão do gatuno.

Detalhe: os dois soldados da Polícia Militar que vieram em nosso socorro chegaram de carona, pois o carro da polícia estava sem combustível, segundo eles, há vários dias. É a tal "operação desmanche" que o carlismo põe em marcha sempre que perde uma eleição, a fim de entregar o governo na pior situação possível ao vencedor.


14.10.06

Rio Joanes

Hoje, acordei com o dia ainda escuro e fui para a foz do Joanes. Fica bem perto da minha casa, não mais que 20 minutos de caminhada. O rio desemboca na Praia de Buraquinho, que é continuação da praia de Vilas do Atlântico.
Sentei na beira do rio e fiquei esperando o dia clarear. Não, eu não chorei; quem sentou na margem do rio e chorou foi Paulo Coelho. Em lugar disso, fiz fotos maravilhosas como esta.