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3.4.11

Social Commerce, a onda do momento

Aproveitar a febre das redes sociais para vender. Esta é a proposta do Social Commerce, conceito ainda recente no Brasil e no mundo. Em tese, a prática une as lojas virtuais às ferramentas de mídia social, mas pode ir além. A ideia é usar a tecnologia para incentivar e facilitar uma prática muito comum entre os consumidores: a troca de informações sobre produtos, marcas e serviços entre amigos.
Com o Social Commerce, as empresas têm a chance de ampliar o relacionamento com os clientes e agregar credibilidade ao que oferecem. No Brasil, surgem alguns cases de marcas que aproveitam o conceito, mesmo que não apliquem a ideia na íntegra. É o caso de redes sociais como byMK e Frugar e de marcas como HP e Drogaria Onofre.

“A tecnologia veio para ajudar a fazer o que já se fazia muito bem no passado, mas atingindo um número maior de pessoas ao mesmo tempo. Social Commerce é isso: consumidores unidos trocando informações para comprar. Uma coisa é ouvir que o notebook da HP é legal do seu amigo, outra é ouvir da própria HP, por exemplo”, explica Pedro Eugênio, Sócio-Fundador do Busca Descontos, em entrevista ao Mundo do Marketing.

De olho nos esmaltes
Aproveitando a tendência, a Drogaria Onofre resolveu unir elementos de interação típicos de redes sociais ao seu e-commerce. A empresa lançou uma loja virtual de esmaltes, em que as consumidoras podem deixar dicas relacionadas ao assunto. Na página é possível ainda ver todos os comentários postados no Twitter da Onofre sobre o tema.

A ideia da loja exclusiva para esmaltes aproveitou o boom dos produtos na internet, que viraram mania em blogs e sites de beleza. “A Onofre tem uma gama grande de produtos. É difícil localizá-los no site. Então pensamos em trabalhar nichos. O esmalte é o primeiro deles. Quisemos não só criar a página, como também ter interação, porque as pessoas têm dicas para contar e gostam de participar”, diz Lismeri Ávila, Diretora de Operações da Drogaria Onofre, em entrevista ao portal.

O resultado foi positivo. Na primeira semana, a empresa observou uma manifestação a cada quatro minutos, com 30 dicas recebidas nos dois primeiros dias. Destacar os esmaltes em uma sessão exclusiva também aumentou as vendas. Algumas marcas que não eram tão conhecidas dos clientes Onofre, como Mavala e Bourjois, viram seu lucro triplicar.

Vídeos e venda
A HP também resolveu investir em mídia social para se aproximar dos consumidores. Inspirada em casos como o da marca europeia de moda French Connection, a companhia lançou uma loja virtual no Youtube. Na página, além de comentar sobre os seus produtos e ler o que os consumidores têm a dizer, os internautas encontram vídeos explicativos. Caso se interessem por algum produto específico, é só clicar e ser redirecionado para o e-commerce.

“A HP busca formas de proporcionar experiências no ponto de venda físico, convidando o cliente a ir à loja. Na internet é um desafio, por isso a ideia do Youtube. O consumidor brasileiro tem o hábito de acessar vídeos para entender melhor os produtos. Então resolvemos fazer uma conexão entre vídeos e venda, com nossa loja online”, conta ao portal Renata Gaspar, Diretora de Marketing da HP no Brasil.

O projeto foi desenvolvido exclusivamente para o mercado nacional, mas já desperta o interesse do time mundial de Marketing da HP. Duas semanas após o lançamento, a HP YouStore já figura entre os cinco brandchannel mais acessados no Youtube, contabilizando cerca de 123 mil exibições e 476 internautas inscritos.

Confiança na hora de consumir
Por ser um conceito novo, entretanto, o Social Commerce pode ser aplicado de várias formas, basta que o consumidor esteja no centro da estratégia das empresas e as informações obtidas a partir dele ajudem na venda.

A Amazon pode ser considerada uma das primeiras companhias a unirem comércio eletrônico e interação social. O site ficou conhecido por dar espaço aos internautas para indicarem e comentarem sobre produtos por meio de comentários.

“O Social Commerce permite maneiras novas para que o cliente sinta-se mais seguro ao comprar. A aprovação de pessoas em quem confia vale muito mais do que a da própria marca. Isso aumenta a probabilidade de efetuar a compra”, acredita Natan Sztamfater, Sócio-Diretor da agência CookieWeb, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Redes sociais como o byMK também utilizam o conceito, mesmo não realizando vendas. No site, os usuários cadastrados podem trocar informações sobre marcas de moda e seus produtos. A interação gerada a partir da rede acaba por influenciar a decisão de compra dos consumidores.

Caminho de decisão para a compra
Aproveitando a oportunidade de mercado, o Frugar nasceu para dar espaço aos internautas que desejam discutir sobre produtos e serviços. “Vimos que na internet não havia um lugar onde as pessoas pudessem fazer essa troca de forma mais direta. Nas redes sociais como Orkut e Facebook, as informações se perdem, já que o conteúdo não é específico”, ressalta Rodrigo Waissman, Diretor de Marketing do Frugar.

No site lançado em novembro de 2010, os usuários encontram resenhas feitas pelos próprios internautas, o que acaba dando uma percepção de confiança aos consumidores. Mesmo que a opinião seja de um desconhecido, ela acaba sendo levada em conta porque o cliente se identifica com o contexto do outro, que entende a sua necessidade.

Apesar de não ser um canal de venda direto, o Frugar disponibiliza ainda uma busca por produtos que apresenta os preços para que o cliente decida em que varejista online deseja comprar. “Nossa preocupação é oferecer ao nosso usuário todo o caminho da decisão de compra. Desde a consulta a amigos, passando pela concretização e, depois, podendo falar se ficou satisfeito ou não”, relata Waissman.

Os exemplos mostram que o Social Commerce tende a ser um caminho sem volta. Basta que as marcas saibam unir ferramentas de mídia social à venda. “Há 10 anos, quem mandava era a indústria. Depois foi a vez do varejista. Agora, o poder está na mão do consumidor. Se ele fala que não gosta, a repercussão é muito fácil de ser ouvida. As oportunidades de negócio estão para as empresas que conseguirem capturar essas informações e mostrá-las de um jeito fácil e interessante”, diz o Sócio-Fundador do Busca Descontos.

Por Sylvia de Sá, do Mundo do Marketing - sylvia@mundodomarketing.com.br / www.mundodomarketing.com.br

18.3.11

Marca: Como construir e qual o momento correto de mudar?

Artigo de Hélio Moreira (Diretor da NewGrowing Design & Branding) publicado pela HSM Manager. Leia!

1.2.07

Bridgestone na Bahia





A Bridgestone, fabricante japonesa de pneus e fornecedora oficial da Fórmula 1, inaugurou ontem sua fábrica em Camaçari. Para recepcionar os convidados que chegavam de outros estados e países, a avenida de saída do aeroporto foi "transformada" em uma pista de corrida, com painéis nos guardrails de ambos os lados. Ficou bacana demais.


6.1.07

Planejando 2007

Como dizia a Belle de Jour, antes à tarde do que nunca. Portanto, se você quiser, ainda dá tempo.

Planejar não lhe dá certezas, mas reduz muito as incertezas. Não se trata de adivinhar o futuro, mas de tentar prever, com base em dados consistentes, o que é mais provável de acontecer. A fote desses dados consistentes, indicadores de tendências, está no passado. Assim, o primeiro passo para um planejamento pessoal é fazer uma análise do ano que passou. Vamos por partes:

  1. Departamentalize sua vida. Por exemplo, separe o pessoal do profissional. Se achar conveniente, departamentalize mais ainda (sua vida pessoal pode ser dividida em familiar, social, sentimental etc).
  2. Faça um inventário do que aconteceu de bom e ruim, positivo e negativo, em cada um desses departamentos. Atenção: por razões que não cabe discutir aqui, temos uma tendência a lembrar com mais facilidade das coisas ruins. Portanto, faça um esforço extra ao levantar os fatos positivos.
  3. Questione-se sobre em que medida suas atitudes e seus atos (ou a falta deles) contribuiu para cada um dos eventos que você classificou como positivo ou negativo. Aqui, não vale enrolar, ser condescendente, nem dar uma de vítima. Seja sincero e objetivo.

Isto feito, você disporá de um diagnóstico dos seus pontos fortes e dos seus pontos fracos, que deverá servir de pano de fundo para o seu planejamento. Pontos fortes, quando associados a uma situação favorável, são oportunidades; pontos fracos associados a uma situação desfavorável, são ameaças. Pontos fortes a gente deve manter e desenvolver; pontos fracos, a gente evita ou tenta corrigir.

Agora você já pode definir seus objetivos. Estabeleça objetivos para cada "departamento" da sua vida. Como não dá para fazer tudo ao mesmo tempo, estabeleça uma hierarquia para esses objetivos. Assim, você saberá em quais objetivos concentrar mais esforços.

Você já sabe o que quer, mas isso não basta. É necessário, também, determinar como, quando, onde e com quem. Se a realização de um determinado objetivo depende de dinheiro, convém também prever de onde virão esses recursos. Vejamos este exemplo:

Objetivo: emagrecer 10 kg.
Como: Cirurgia de redução de estômago.
Quando: julho/2007
Onde: Hospital São Rafael, Salvador, Bahia.
Com quem: Dr. Antônio Carlos
Recursos: Poupança mais empréstimo no Banco do Brasil.

Uma pessoa que tenha estabelecido este objetivo e planejado sua execução, saberá, de antemão, que terá de poupar algum dinheiro no porimeiro semestre, negociar um empréstimo e que não poderá assumir certos compromissos em julho pois estará convalescendo de uma cirurgia.

Bem, isto é o básico. Adapte às suas necessidades e mãos à obra!


3.1.07

Não deixe a vida lhe levar

Estamos no quarto dia do ano de 2007 e eu pergunto: você já fez alguma coisa no sentido de realizar seus planos para este ano? Não? Mas você, certamente, fez promessas a si mesmo, tem sonhos que espera realizar, desejos que pretende satisfazer...

Acontece que, como quase todo mundo, você está confundindo desejos e promessas com objetivos e metas. Desejos só se convertem em objetivos quando você é capaz de prever e prover as condições necessárias para sua realização. De nada adianta desejar e ficar esperando que as coisas aconteçam por milagre. E, a não ser que você seja o Zeca Pagodinho (que deixa a vida lhe levar), convém gastar algum tempo planejando um jeito de levar a vida.

Se você quiser, posso publicar aqui algumas dicas de como fazer isso.


23.12.06

A verdeira idade de Papai Noel

Neste dezembro de 2006, Papai Noel está fazendo 75 anos. Pelo menos, o Papai Noel que nós conhecemos.

Para quem não sabe, a figura do bom velhinho gorducho de barbas brancas, vestido de vermelho e com um saco nas costas, foi criada em 1931 pelo artista Habdon Sundblom, sob encomenda da Coca-Cola, para protagozizar uma das suas campanhas publicitárias.

Para saber mais sobre a história do Santa Clauss (nome do Papai Noel nos EUA), clique aqui.

13.12.06

Já pensou em colorir sua "betty"?



Um fabricante americano de produtos de beleza acaba de lançar uma linha completa de tintura para os pelos bubianos das meninas. Por módicos US$ 20, a consumidora pode dar uma repaginada geral nas partes baixas, com cores que vão do negro como as asas da graúna até o pink punk.

A chamada para o produto é "Sua betty está pronta?". E ai? A sua está?

...
PS: Também disponível nas cores "amarelo periquita" e "verde perereca".

6.12.06

Camisinha em spray



A invenção é de Jan Vinzenz Krause, do Instituto de Pesquisa de Preservativos da Alemanha. Tratase de um spray que molda uma substância sobre o pênis, formando uma borracha que se adequa confortavelmente ao dito cujo.

Não entendi muito bem, mas parece que o indivíduo coloca o pênis dentro de uma latinha, que borrifa a substância formando uma película por todo o órgão. O inventor garante que todo o processo demora cinco segundos, mas não forneceu detalhes de como produto se comporta quando o pênis amolece, quanto tempo dura a proteção e de que modo ela é retirada.

Alguém se habilita a ser piloto de testes?


Fonte: Portal Terra

26.11.06

Atendimento nota 10

Um quadro de Pedro Cardoso sobre esta praga chamada telemarketing. É de chorar de rir.

Pa que quié isso?



A insensatez não tem limite.

25.11.06

As 100 mais

O ranking das Maiores Marcas Globais-2006, baseado em pesquisa realizada pela Interbrand e publicada no BusinessWeek, revelou que a Coca-Cola continua líder absoluta. A marca Coca-Cola foi avaliada em US$ 67 milhões, seguida da Microsoft, IBM, GE e Intel.
Dentre as 100 maiores, 3 são marcas que nasceram, crsceram e se consolidaram na Internet: Google (24a), e-Bay (47a) e Yahoo! (55a). Todas registraram crescimento em relação a 2005. Vale ressaltar que a pesquisa revela o valor da marca e não o valor da empresa.
Você pode ver a lista completa das 100 empresas rankeadas aqui.


18.11.06

O nome da coisa



Uma das maneiras de encurtar o caminho rumo à mente do consumidor é batizar o produto com um nome que expresse extamente seu benefício. Eis aí um bom exemplo. O produto serve para molhar os dedos de quem trabalha contando dinheiro, verificando documentos etc. O problema é que é impossível ouvir falar em Molha Dedo sem pensar em sacanagem. Eu, pelo menos, não consigo. E você?


17.11.06

E agora, o que é que eu calço?


Soube hoje que a Samello entrou na justiça com um pedido de recuperação judicial (concordata preventiva). A empresa está mal das pernas, devendo a Deus e todo mundo. Os donos atribuem o fato à valorização do real em relação ao dólar e à consequente perda de competitividade no mercado externo. Já os analistas do jornal Valor, afirmam que o problema é bem mais antigo e tem a ver erros de gestão e disputas sucessórias internas. A família proprietária poderia resolver o problema com a venda de alguns bens (só uma das fazendas que eles possuem vale 65 milhões), mas aí seria exigir demais. No Brasil, é comum as empresas irem à falência enquanto seus proprietários ficam cada vez mais ricos. Os casos da Mesbla e do Banco Econômico são emblemáticos. Quanto aos fornecedores e empregados, eles que se virem!


12.11.06

Geladinha



Barzinho próximo à faculdade onde ensino. Lá, a cerveja é tão gelada que parece ter sido conservada no lugar que dá nome ao bar. Nem preciso dizer que vive cheio, não é?

31.10.06

Marketing de guerrilha

Depois de alguns dias fora do ar, o Guerrilheiro está de volta.

20.10.06

Ao gosto do feguês

Costumo dizer aos meus clientes que eles podem escolher duas das três seguintes características, em relação aos serviços que presto: Bom, Rápido e Barato.

Se ele deseja um serviço bom e rápido, não será barato.

Se ele optar bom e barato, não será rápido.

Por fim, se o que ele quer é um serviço rápido e barato, o resultado não será bom.

Essa tática previne um monte de problemas e aborrecimentos. Funciona que é uma maravilha. Experimente!

30.9.06

Customizando

Uma pesquisa constatou que, nos EUA, 53% dos compradores de veículos de luxo da Volvo são mulheres. Por isso, a empresa contratou uma equipe de 9 mulheres - engenheiras e designers - para criar um carro voltado exclusivamente para esse nicho.

Batizado provisoriamente de YCC (Your Concept Car), o carro foi desenvolvido com base em exaustivo levantamento dos desejos e expectativas das consumidoras, cujos detalhes você pode conhecer nesta matéria do Invertia.

O carro ainda vai levar algum tempo para sair da prancheta, mas eu duvido que seja tão prático e feminino com este. Veja o vídeo!

22.9.06

Sobre celebridades

Toda essa onda envolvendo a Adriana Cicarelli fez-me lembrar de uma frase atribuída ao pintor americano Mark Kostabi:

"Toda publicidade é boa. Até mesmo a boa publicidade. A má publicidade, então, é infinitamente preferível à boa porque cria controvérsia e nada atrai mais a atenção das pessoas do que controvérsia"

Essa declaração de Kostabi conta do livro O Circo da Ambição, de John Taylor, um precioso estudo antropológico sobre a geração yuppye (anos 1980) nos EUA.

18.9.06

Os dez mandamentos

A Google ocupa hoje a 24a. posição entre as 100 maiores marcas do mundo, segundo pesquisa encomendada pela revista Business Week, tendo registrado um crescimento de 46% no último ano. Sua marca vale mais do que as de empresas tradicionais como Sony, Budweiser, HSBC, Ford e Nike, dentre outras.

Como você está careca de saber, "o sucesso não ocorre por acaso". A construção de marcas (branding) é um grande desafio, dá trabalho e exige das organizações muito mais do que bons produtos. Como a Google chegou lá? Uma boa pista é o decálogo que transcrevo a seguir, retirado do site deles:

1. Focalize o usuário e o resto é conseqüência.
2. É melhor fazer apenas uma coisa realmente muito bem.
3. Rápido é melhor do que lento.
4. Democracia, na web, funciona.
5. Você não precisa estar em sua mesa para precisar de uma resposta.
6. Você pode fazer dinheiro sem fazer o mal.
7. Há sempre mais informações lá fora do que aqui dentro.
8. A necessidade de informações cruza todas as fronteiras.
9. Você pode ser sério sem paletó-e-gravata.
10. Excelente não é bom o bastante.


É possível que você já tenha lido algo parecido nas declarações de missão de diversas empresas. O problema é que, quase sempre, tais declarações são conversa pra boi dormir, não se traduzem em ação. A diferença no caso da Google - sem entrar no mérito da sua postura imperialista - é que eles levam esse decálogo a sério.

14.9.06

Consertam-se paradigmas

De tanto ouvir falar em quebra de paradigma, concluí que abrir uma empresa para consertá-los deve render uma grana preta.