17.10.06

Armação ilimitada

Matéria de capa da Carta Capital desta semana denuncia o esquemão armado pela mídia hegemônica (TV Globo, Revista Veja, jornais Folha de São Paulo e Estado de São Paulo), na véspera do primeiro turno das eleições, com o claro intuito de prejudicar o candidato Lula. A manipulação das informações relativas ao caso do dossiê já havia sido denunciada no blog o jornalista Luiz Carlos Azenha, e vem sendo objeto de repúdio por parte de profissionais do porte de Paulo Henrique Amorim, Luis Nassif e Luiz Weis .

Algumas opiniões:
"A reportagem de CartaCapital (...) traz imediatamente à memória a lembrança dos lances finais da campanha do segundo turno de 1989. Primeiro, veio à tona a história da menina Lurian, que a mídia contou qual fosse pecado mortal a aventura amorosa de um viúvo. Depois aconteceu a manipulação do debate de encerramento, comandada pessoalmente por Roberto Marinho. Os donos do poder estavam então dispostos a agarrar em fio desencapado, no caso o outsider Fernando Collor. A trama atual tem sabor igual, é mais sutil, porém. Mais velhaca." - Mino Carta

''Um golpe de Estado levou a eleição para o segundo turno. (A reportagem) merecia um sub-título: 'A radiografia da imprensa brasileira'. (...)E se for tudo parar na Justiça Eleitoral? O presidente do TSE, ministro Marco Aurélio Mello já deixou luminosamente claro, nas centenas de entrevistas semanais que concede a quem bater à sua porta, que é favor da candidatura Alckmin. '' - Paulo Henrique Amorim

''A reportagem, a ser verdadeira, como tudo indica, é um libelo contra a grande mídia brasileira - no caso, Folha, Estado e Globo.'' - Luiz Weiss
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E o Jornal da Globo mostrou, ontem, o Geraldo afirmando durante um comício: "Eu sou mais pobre do que Lula". Lembrei imediatamente da campanha de 1989, quando Collor no último debate, acusou Lula de possuir um aparelho de som que ele - Collor - não tinha condições de comprar.

São pobres como esses dois que a direita está empenhada em ajudar.

Um comentário:

Tan disse...

O Programa "De Olho no Voto", transmitido pela TV Cultura, na terça-feira passada, expôs o que é a mídia brasileira.
Mediador: Heródoto Barbeiro.
Convidados: Mino Carta e Clóvis Rossi.
Foi pau puro.
Clóvis começou acuado, tentou reagir e terminou mais acuado.
Clóvis não tinha argumentos concretos para defender o jornal em que trabalha. Comprometido com o candidato tucano.

Tô rindo pra cacete. Você lembrou do comentário do Collor.
O Collor e o Alkimin podem ser pobres: Pobres de espírito, pobres de argumentos, pobres de iniciativas. Mas são ricos em "esperteza" e na arte da mentira.
Vou passar a sacolinha pra eles.